Conselho de Guias

O Conselho de Guias é composto pelos guias de grupo e diretor de turma e deve reunir pelo menos 3 vezes por período e sempre que convocado por qualquer um dos seus membros.

Compete ao Conselho de Guias propor, em Assembleia de Turma, o delegado da turma (Guia dos Guias).

O Conselho de Guias é um dos órgãos centrais da turma e nessa medida tem as seguintes atribuições:

  • Refletir sobre os problemas dos grupos e fazer a gestão de conflitos;
  • Orientar e formar continuamente os Guias;
  • Tratar de todas as questões que afetam a turma;
  • Preocupar-se com o percurso escolar de cada aluno no sentido de lhe proporcionar meios para progredir;
  • Refletir sobre o trabalho desenvolvido pela turma nos diversos projetos implementados na escola;
  • Propor alunos para o Quadro de Valor, conforme o Regulamento Interno;
  • Avaliar o progresso da turma em relação ao Plano de Turma;
  • Preparar e organizar a participação do delegado da turma na Assembleia de Delegados da escola;
  • Garantir a confidencialidade de alguns aspetos delicados, tratados no conselho;
  • Compete ao Conselho de Guias, elaborar um diário onde constem os registos e data dos conselhos realizados. São os guias que presidem e que registam em diário os assuntos tratados, por rotatividade;
  • Zelar pelo cumprimento do Código de Conduta.

Competências do Guia:

  • Coordenar as atividades e trabalhos do grupo;
  • Orientar as reuniões do grupo;
  • Fomentar e manter a disciplina no grupo;
  • Auxiliar o diretor de turma na gestão de conflitos;
  • Escolher o subGuia do grupo;
  • Avaliar o progresso dos seus elementos conjuntamente com o subGuia e diretor de turma;
  • Fomentar o espírito de grupo.

Competências do subGuia:

  • Coadjuvar o Guia nas suas funções;
  • As mesmas do Guia quando ausente.

Escolha dos Guias e Formação dos Grupos (Pistas)

O momento da escolha dos Guias (responsáveis/líderes) e consequente formação dos grupos é decisivo e delicado. Em Assembleia de Turma, com a orientação do diretor de turma e depois de uma reflexão sobre o que se pretende, os alunos escolhem, por voto secreto, os 5 ou 6 potenciais guias mediante o número de alunos da turma e os grupos que se devam formar. Pretende-se que cada grupo tenha 4 a 6 elementos.

São colocados no quadro, os 4, 5 ou 6 alunos mais votados para guias. A partir daí cada aluno da turma escolhe qual o guia com quem gostaria de formar o grupo.

Atendendo ao que foi exposto, preferencialmente, o diretor de turma não deve impor qualquer formação de grupos específica ou limitar o direito de escolha dos seus alunos. Deve sim, consoante a mobilização da turma, propor soluções. Muitas vezes, quando existe um impasse, é preferível que a escolha seja adiada permitindo aos alunos ponderar sobre outras opções e negociar entre eles a integração dos grupos. Caso seja esta a opção, o professor deve alertar a turma para o risco de discriminações.

No 2º Ciclo é natural que os alunos não formem grupos mistos atendendo à sua fase etária, nem é preocupante que assim seja. No 3º Ciclo (particularmente a partir do 8º ano) e Secundário é preferível que o diretor de turma consiga orientar os seus alunos para a formação de grupos mistos.

Os Grupos (Pistas)

Normalmente, quando é colocado um problema perante a turma, determinados alunos intervêm espontaneamente. Pelo contexto da turma, da disciplina e problema colocado, um conjunto restrito de alunos é mais ativo do que os restantes. Quando é pedido à turma soluções, uma análise crítica, opiniões e vontades, corre-se o risco de muitos não participarem na discussão proposta. Alguns, mais tímidos e mais inseguros, têm dificuldade em expor-se perante todos. Mas em pequenos grupos, onde os alunos se identificam e estejam naturalmente integrados, torna-se-lhes mais fácil partilhar, participar e decidir. Graças a isto descobrem progressivamente que têm uma voz ativa em tudo o que a turma faz, num verdadeiro esforço de cooperação.

O que se pretende é que os alunos da turma se agrupem, preferencialmente em grupos de amigos, que são uma forma natural de organização das crianças e jovens. Este grupo torna-se numa instituição fundamental. É uma criação cada vez mais aperfeiçoada pelos próprios jovens e crianças.